Incrível

Queria entender porquê as vezes não consigo me controlar. Na hora de fazer compras: Precisa de um? Levo 2. É pra economizar, levo o que me agradar. Desse jeito vem sendo há um tempo com blogs e outras modinhas de publicação na net. Eu não preciso, sei que não vou usar, mas eu faço, eu me cadastro, eu participo.

Um boa desculpa pode ser a curiosidade, o desejo de informação, de ficar por dentro, de experimentar. Sei lá. Pode ser uma dessas coisas, mas não sei ao certo. Agora durante a noite mesmo. Cheguei sem querer ao http://kurtkraut.wordpress.com/. Gostei do da leitura, do conteúdo, de como o autor parece ser autêntico, me identifiquei com algumas coisas que ele defende e faz. Só precisei perceber isso e já me vi na página de cadastro do WordPress.

‘Pra que outro blog?’

Essa foi a sentença que me veio a cabeça e conseguiu cortar a ação de cadastrar-me em mais um serviço que seria abandonado.

Vou me segurar e ficar usando só os… 1… 2… [nos dedos]… 9 serviços de publicação que já sou cadastrado [e recordo ser].

Nossa…

Tem dia que a gente sai de casa meio que flutuando, ou melhor, meio que a doida. Foi assim que saí de minha residência hoje. Primeiro eu dispensei o carro. No lugar de demorar dez minutos para chegar ao lugar que queria e mais dez para encontrar onde estacioná-lo, achei melhor ir com meus locomotores naturais, mesmo que eu utilizasse um clico temporal completo. E nem foi.

Muito bem feito. Gostei da experiência. Melhor, da re-experiência. Já havia feito isso, mas não por desejo, por obrigação. Ver as pessoas, algumas que já conheço, cumprimentar, ser visto por quem me conhece e se desembestavam em seus carros, loucos para chegar a algum lugar foi, no mínimo, bem divertido.

Pensei, repensei, imaginei, sonhei, senti, respirei, vi, suei. Sensações e ações que não se percebe no dia-a-dia, apenas acontecem, por nada, por tudo. Até planejei. Algo que pretendo tirar da caçoleta, botar no papel e depois em prática.

Meu objetivo principal era está na biblioteca municipal. Primeiro por curiosidade, pois não havia estado além das ruas que as cercam. Depois para pesquisar sobre fotografia, meu atual (e bom) carma.

O título do post retrata minha reação, ao entrar, ao ser recepcionado, ao caminhar, ao ver quem estava e quantos estavam, ao ser recepcionado novamente, ao encontrar um lugar para ficar (onde estou agora escrevendo isso). Muito me agradou ter conhecido a Biblioteca Municipal Ney Pontes. Por tudo isso, que não é quase nada, que ela recebe o título de mais moderna do estado (que estado?). Pena que o acervo, ainda, não seja tão particular como o resto da estrutura. Como falei, minha intenção era literatura sobre fotografia. Mas não a encontrei. Minto! Encontrei, sim, um único exemplar de BORGES, Maria Eliza Linhares (ensaiando monografia), que escreveu História & Fotografia. Não era o que me interessava, queria técnica, dicas, informações práticas sobre o assunto. Encontrei apenas um pouco de história. Inválido? Não. Gostei de algumas ilustrações e até topei com algumas informações interessantes, e como dizem, conhecimento nunca e de mais.

Outra coisa muito boa que encontrei lá (aqui?) foi pessoas. Pessoas jovens, idosos, meia idade, todos jovens de espírito e de mente por estarem concentrados em suas leituras e junto, volumando o ambiente.

Eu volto. E agora, volto para casa. Continuo a pé.

Sono…

Wafer de terceira, sabor chocolate e suco de goiaba do quintal da vovó. Saboroso e nutritivo. Vão ajudar bastante a ter pesadelos durante a noite.

Eu que sinto… que penso… eu que faço. Eu que sinto… que penso… eu que faço. Eu que sinto… que penso… eu que faço. Humanização e Auto-Desenvolvimento. O professor está nos deixando meio birutas com tantas idéias orientais. Budismo, meditação, mundo ocidental, psicologia ocidental e oriental. O pior não é a falação, é ele conseguir deixar todos da sala vidrados no assunto e concordando, que aquilo tudo faz sentido.

Além de tudo, ele ainda quer que escrevamos. Eu já não falei que não escrevo? Sim, senhor professor, eu escrevo.

Hahaha! Palhaçada. Vou publicar isso? Publiquei. A desculpa é o sono.

Não, eu não escrevo

Então, por que um blog, grande símbolo dos autores livres contemporâneos?